Aprender japonês é essencial para ter um contato mais profundo com a cultura e o povo nipônico. Se você chegou até aqui é porque tem algum interesse ou experiência relacionada ao Japão.

A base inicial para aprender japonês ou qualquer outro idioma é ter uma boa motivação para isso. Dependendo da sua meta, a maneira como você irá  estudar pode influenciar no nível que vai se alcançar e o tempo consumido.

Os professores tem sim, um papel importante guiando o aluno. Mas mesmo os melhores professores, não podem ensinar um aluno que não tenha interesse e não se esforce.

A motivação e a metodologia de estudo são fatores importantes para o aprendizado. A motivação vai desde gostar de animes até estudar para conseguir uma bolsa de estudos no Japão.

O tempo é obviamente um outro fator decisivo. Mas para adquirir um bom nível em qualquer habilidade é preciso dedicar muitas horas.

 

Aprender japonês pode ser divertido

aprender japonês com animes

 

Existem muitas razões para aprender nihongo (língua japonesa). Seja por uma questão cultural, econômica ou entretenimento.

Devido ao sucesso dos animes e mangás ao redor do mundo, o número de pessoas interessadas em aprender japonês tem crescido ao longo dos anos.

Esse é um meio muito forte pelo qual a cultura tem sido difundida e chamado a atenção de milhões de pessoas.

Os games também tem uma indústria que gera bilhões de dólares. O mercado tem títulos japoneses que se comparam às grandes produções de Hollywood.

O turismo também é um ponto forte. O Japão tem metrópoles com grande número de estrangeiros. Em Tóquio é possível andar na rua e ver pessoas de diferentes etnias, nacionalidades e falando os mais diversos idiomas.

E além dos grandes centros que atraem pelas inovações tecnológicas, existem regiões que atraem pela paisagem, belezas naturais, fontes geotérmicas e grandes templos antigos.

As artes marciais, terapias, culinária, música e até mesmo religiões são outros pontos que atraem a atenção. Esses assuntos levam muitos à aprender japonês mais e mais.

 

O lado profissional e acadêmico nos estudos de japonês

Existem muitas empresas multinacionais de origem nipônica. E ter no currículo o idioma japonês pode ser decisivo na hora de uma contratação.

E por ser a terceira economia do mundo, esse motivo por si só, atrai o interesse de muitos estudantes.

Na área de ciência e tecnologia existem vastas pesquisas e materiais exclusivos. Dominar o japonês pode dar a vantagem de usufruir de um conhecimento que os concorrentes nessa área não possuem.

Existem muitos blogs japoneses, ricos de informações nas mais diversas áreas. Enfim, motivos para aprender japonês não faltam…

 

monte fuji no japão

 

Método antigo para aprender japonês

Agora vamos focar na outra base importante para ter sucesso no aprendizado de idiomas: a metodologia de estudo.

O método tradicional se baseia na grade curricular das crianças no Japão. São 6 anos de primário(Shōnengaku), 3 anos de ginásio(Chūgaku) e 3 de colegial(Kōkō).

No início se aprendem os dois silabários básicos: o hiragana e o katakana.

Existe uma grade de kanjis(ideogramas) de 80 caracteres na primeira série. Para memorizar esse “alfabeto” usam folhas quadriculadas e repete-se várias vezes o traçado de cada letra.

Existe a proposta de melhorar a caligrafia e forçar a retenção na memória de longo prazo.

Os livros didáticos tem textos simples e poucos kanjis no começo e no final alguns exercícios de fixação e aplicação da gramática.

Como é um modelo baseado nas escolas japonesas, pressupõe-se que o aluno já esteja apto a entender e falar o idioma.

Antigamente, nas comunidades japonesas do Brasil, esse sistema funcionava bem. Porque as crianças tinham como idioma materno o japonês e a úncia preocupação dos professores era a alfabetização.

 

Por que aprender japonês era difícil?

O problema tem sido a adaptação desse sistema para brasileiros natos e descendentes nikkeis. Os quais falam somente o português em casa.

Caso semelhante aos dos cursos de inglês. Apesar dos alunos estudarem por anos, não conseguem conversar fluentemente no segundo idioma.

Aqui é um ponto crucial porque envolve pesquisas de linguistas, neurocientistas, uso da tecnologia e até mesmo poliglotas para contornar a questão.

Hoje não faz mais sentido gastar horas escrevendo ideogramas repetidas vezes para uma memorização forçada.

Outra questão não só relacionado ao japonês, mas com os idiomas em geral, é entender a importância do Input.

 

aprender japonês ouvindo música

 

O que é Input? Como aplicar isso?

Analisando como os bebês aprender um idioma podemos notar que a primeira coisa que acontece é a exposição aos sons.

O tempo que passamos ouvindo o idioma é uma quantidade bem considerável. Uma criança chega a ouvir mais de 5.000 horas antes de balbuciar algumas palavras!

Input é a entrada de informações por meio da escuta e da leitura. Já o Output é a saída de informações por meio da fala e escrita.

A qualidade e quantidade de input são decisivas para desenvolver uma boa fala e escrita. Quando falamos ou escrevemos em português, o esforço é mínimo porque já internalizamos isso na nossa memória de longo prazo.

Muitos brasileiros que moram no Japão não aprendem japonês. Justamente porque trabalham e vivem em contato com o português o tempo todo.

Usando esse mesmo princípio, mas de forma reversa, podemos criar uma bolha. Em que consumimos muito conteúdo em japonês mesmo morando no Brasil.

 

Como aprender japonês mesmo morando no Brasil?

Uma das maiores fontes de input que podemos utilizar é a Internet. E esse é um outro fator-chave que pode alavancar os resultados dos estudos.

A estratégia fundamental no aprendizado de um idioma é buscar entender o máximo do que é falado e escrito.

O nosso foco deverá ser treinar o ouvido por meio de listening. Aprender ideogramas e ir aumentando o vocabulário, para que estejamos aptos a ler textos em nihongo.

Aqui é onde muitos estudantes estrangeiros desistem. Porque os ideogramas além da quantidade, tem diversas combinações de leitura.

O japonês por ser uma língua bem diferente do português e de outros idiomas europeus, possui estruturas e expressões bem peculiares.

 

ideogramas chineses

 

Como aprender os ideogramas (Kanjis)?

Esta é a pergunta principal  que tira o  sono de muitos estudantes e professores…

A solução é usar uma metodologia moderna baseada em sistemas de repetição espaçada. E aprender os ideogramas e o vocabulário sempre em contexto.

Ao invés de estudarmos um ideograma de cada vez com suas leituras Kun-yomi e On-yomi, número e sequência de traços, focamos apenas nos significados.

E sacrificando a escrita à mão podemos ganhar um tempo considerável. Tempo esse que pode ser direcionado na leitura, deixando a caligrafia para mais tarde.

Nesse meio tempo, já seremos capazes de ler publicações como jornais e revistas japonesas.

Hoje existem muitos aplicativos e até joguinhos que ajudam a aprender e memorizar os kanjis(ideogramas).

Além do que, o uso cada vez maior de tablets e smartphones faz com que mesmo os japoneses, teclem mais do que escrevam em papel.

Para ler textos nativos, precisamos primeiro dominar o hiragana,o katakana. E com o tempo precisamos aprender os kanjis juntamente com o vocabulário.

 

É possível aprender japonês sozinho?

Há alguns anos atrás era muito difícil para alguém que mora no Brasil, aprender de forma autodidata qualquer idioma, principalmente o japonês.

Seja pela dificuldade de encontrar materiais e pelas metodologias serem muito ultrapassadas.

Hoje com a internet isso mudou completamente. É possível acessar materiais japoneses nativos em diversas mídias: animes, mangás, dicionários online, blogs, filmes, TV, rádio, etc.

Programas e aplicativos fazem uma tremenda diferença, tornando o aprendizado não só mais eficiente mas também divertido.

Dois aplicativos importantes que merecem destaque:

 

-Rikaikun(Chrome) ou Rikaichan(Mozilla)

Ele é um programa que é fácil de ser instalado no navegador de internet. Basicamente ele mostra a leitura e significado dos ideogramas apenas passando o mouse sobre eles.

Isso reduz incrivelmente o tempo de aprendizado, até porque antigamente para ler um texto era preciso pesquisar o ideograma num catálogo enorme.

Na escola, poderia contar com a ajuda de uma pessoa com nível mais avançado para ajudar na leitura.

E depois de saber a leitura ainda era preciso pesquisar num dicionário, para saber o significado analisando o contexto.

 

-Anki (Sistema de Repetição Espaçada)

Um dos maiores problemas ao aprender um idioma é não esquecer o que foi aprendido. O Anki usa um sistema de cartas e revisão programada.

A base dele é repetir mais vezes o que é difícil para nós e repetir menos vezes o que é fácil. Fazendo isso o tempo é reduzido e os resultados das revisões se tornam mais consistentes.

 

aula de japonês